quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cientistas medem a velocidade de um super buraco negro pela primeira vez, e se um passasse pelo nosso Sistema Solar?

buraco negro 1
Conforme você já deve ter lido, a gravidade de um buraco negro é tão forte que, à medida que ele gira, todo o espaço que se encontra próximo é arrastado para o seu interior, inclusive a luz. Agora, imagine um buraco negro supermassivo, com mais de 3 milhões de quilômetros e 2 milhões de vezes a massa do nosso Sol. Será que ele giraria depressa?
Esse objeto existe, e está localizado no centro de uma galáxia chamada NGC 1365, que fica a 60 milhões de anos-luz da Terra e, de acordo com o Harvard–Smithsonian Center for Astrophysics, pela primeira vez um grupo de cientistas conseguiu medir a velocidade com a qual um superburaco negro é capaz de
girar com precisão.
Segundo a notícia, um estudo realizado com base em dados obtidos por telescópios da NASA e da ESA revelou que o superburaco negro que está no centro da NGC 1365 gira praticamente à velocidade da luz, ou seja, quase tão rápido quanto a Teoria Geral da Relatividade de Einstein permite.

Cálculo complicado

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Determinar a velocidade com a qual os superburacos negros se movem não é tão simples assim, já que eles distorcem o espaço-tempo próximo a eles. Assim, não há como focar em um determinado ponto e medir a rapidez com a qual eles giram. No entanto, é possível calcular até que ponto um buraco negro distorce o espaço-tempo próximo a ele, assim como a quantidade de energia liberada pela energia rotacional do objeto.
No caso do superburaco negro no centro da galáxia NGC 1365, essa energia é equivalente a um bilhão de estrelas brilhando durante um período de 1 bilhão de anos, e ela foi medida através dos raios X emitidos pela matéria que é sugada pelo objeto. O estudo serve para por um ponto final em um longo debate sobre estimativas similares realizadas com outros buracos negros, além de permitir que os cientistas compreendam melhor como esses monstros e as galáxias evoluem.
E além de ser importante para ajudar os cientistas a entenderem a dinâmica dos buracos negros, o estudo também serviu para pôr à prova a teoria de Einstein, que diz que a gravidade pode distorcer o espaço-tempo, ou seja, o material que dá forma ao universo, assim como a luz que viaja através dele.

E se um buraco negro passasse pelo nosso Sistema Solar?

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Os buracos negros formam uma região do Universo onde a matéria se encontra em um estado tão superconcentrado e denso que a sua força da gravidade é tão poderosa que tudo — absolutamente tudo — é sugado para o seu interior. Nada pode fugir de sua atração gravitacional, nem mesmo a luz ou qualquer radiação, pois elas não têm velocidade suficiente para fugir dessa força extrema.
E o que aconteceria se algo tão poderoso passasse pelo nosso Sistema Solar? Coisas muito ruins, com certeza! Para começar, só nos daríamos conta de sua aproximação quando os planetas que se encontram mais distantes do Sol começassem a apresentar variações em suas órbitas. Júpiter, o planeta mais massivo do nosso sistema, seria capturado pela força gravitacional do buraco negro, que o consumiria pouco a pouco, sugando todo o seu gás.

Catástrofes

Todo esse material — extremamente quente — formaria um disco luminoso que giraria ao redor do buraco negro, permitindo que se tornasse visível. Conforme fosse se aproximando da Terra, os efeitos gravitacionais do buraco negro provavelmente desencadeariam terremotos e erupções vulcânicas sem precedentes, além de alterar a nossa órbita e fazer com que o nosso planeta se aproximasse ou se afastasse do Sol.
Ao passar por nós, as mudanças geológicas devido às forças de maré teriam sido tão extremas que toda a superfície ficaria recoberta por magma, destruindo todas as formas de vida do planeta. E, como o Sol é o astro mais massivo do nosso sistema, ele e o buraco negro se atrairiam fortemente, graças às suas forças gravitacionais, sendo que todos os gases da nossa estrela seriam sugados pelo buraco.
Por fim, o buraco negro engoliria todo o Sistema Solar, que seria sugado na forma de um redemoinho espiralado, indo parar em seu centro como se fosse água caindo por um ralo! Mas não se preocupe. Todas as galáxias contam com um buraco negro supermassivo em seu centro e é muito — muito — pouco provável que eles decidam sair de passeio por aí, devorando sistemas solares pelo caminho.

Buraco negro deve engolir nuvem de gás gigante em 2013


De acordo com um estudo realizado pelo Observatório Europeu do Sul, uma nuvem gigante de gás deve ser engolida pelo buraco negro presente no centro da nossa galáxia em 2013. Segundo a pesquisa, se trata de uma oportunidade única para que os cientistas possam observar em tempo real como um buraco negro gigantesco devora matéria.
O gigante, conhecido como Sagittarius A, vem sendo estudado e observado por astrofísicos há décadas, e o fato de que uma nuvem de gás passe a apenas 36 horas-luz — ou 40 bilhões de quilômetros, algo muito próximo em termos astronômicos — é algo de grande interesse para a comunidade científica.

Colisão na nossa vizinhança

De acordo com Reinhard Genzel, líder da equipe do observatório, a velocidade da nuvem — que conta com uma massa 3 vezes maior do que a da Terra — dobrou durante os últimos 7 anos, sendo atualmente estimada em 8 milhões de quilômetros por hora. Ninguém sabe ao certo como será a colisão, mas as extremidades da nuvem já começaram a se desintegrar e se espera que a nuvem se rompa completamente durante os próximos meses.
Assim, de acordo com a simulação criada pelo observatório (e que você pode ver acima), conforme se aproxime do momento da colisão, a nuvem se tornará extremamente quente, o que a levará a emitir raios X como resultado da interação com o buraco negro.
Este é um evento inédito que dará aos cientistas a possibilidade de observar como a matéria se comporta próxima a um buraco negro. Além disso, embora se acredite que existam buracos negros supermassivos no centro de todas as galáxias, suas origens ainda não são completamente claras. A colisão do ano que vem pode oferecer novas informações sobre esses misteriosos gigantes.

Fonte: xonei.com